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MA Maranhão
20/08/2016

Na Imprensa - Maranhão Estará Presente nas Disputas do Tiro Esportivo nos Jogos Olímpicos

Árbitros maranhenses irão atuar na Olimpíada do Rio de Janeiro.

SÃO LUÍS – Um administrador de empresas, um analista de sistemas e um comerciante. O que há em comum entre estes três homens? Apenas o maior desafio de suas vidas: arbitrar na Olimpíada do Rio de Janeiro. Wissam Elias Maalouf, 45, Clauber Cardoso Muniz, 35, e Johnson Willis Lopes, 53, representarão o Maranhão na maior competição esportiva do planeta. Os três foram convocados para atuar nas provas do tiro esportivo nesta edição dos Jogos Olímpicos.

“Para quem vive o mundo do esporte, a Olimpíada é a coroação, o auge, o apogeu de qualquer pretensão no esporte. Fomos preparados para isso. Chegamos a fazer até seis cursos preparatórios para chegar lá e, estar arbitrando as competições, é uma grata satisfação, é o auge nesta carreira esportiva. A gente faz porque gosta”, explica Wissam Maalouf, que também é o presidente da Federação Maranhense de Tiro Esportivo.

Apaixonado pelo tiro esportivo desde 1997, quando atirou com uma arma pela primeira vez a convite do amigo Johnson Willis, Wissam se “encontrou” no esporte, começou a competir e, alguns anos depois, tornou-se árbitro da modalidade olímpica. Na nova função, este maranhense, que trabalha como administrador de empresas, acabou participando ativamente de uma Copa do Mundo, de Sul-Americanos e de Pan-Americanos.

“Nunca tinha percebido o tiro como esporte. Foi através desse convite que começou a nascer esse gosto pro tiro como esporte. Me encontrei e, de pronto, comecei a participar de competições e a viajar pelo Brasil todo. Quatro anos depois eu virei presidente da federação de tanto que eu me engajei na coisa”, explicou.

<b>De pai para filho</b>
Responsável em apresentar o tiro esportivo para Wissam, Johnson Willis é um verdadeiro apaixonado pela modalidade. Natural de Goiás, Johnson aprendeu a gostar do esporte vendo o pai, um “exímio atirador”.

“Quando eu era bem mais novo, eu vi meu pai atirando uma vez. Foi um daqueles tiros que você vê uma vez na vida e outra na morte. Aquilo ficou na minha cabeça por muito tempo. Meu pai era um exímio atirador. Um dia, quando apareceu a oportunidade de eu entrar no esporte, eu vi a chance de poder ser igual a ele, de ser tão bom quanto ele em relação ao que ele gostava, que era atirar. E, desde então, estou dentro do tiro”, recorda.

E a paixão pelo esporte fez com que Johnson fizesse cursos de arbitragem e chegasse, hoje, a uma Olimpíada. Convocado para participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ele sabe que será o momento de estar perto dos ídolos na maior competição do planeta.

“Em todo o esporte você tem ídolos. Obviamente no tiro, nós temos também. Agora imagina você ir para uma cena onde você tem o top do seu esporte, todos os seus ídolos participando da competição e você participando junto com eles. Você tem uma situação que não é imaginável pela maioria das pessoas. Obviamente não consegui índice para ir para uma Olimpíada como atleta, mas eu vou estar lá, vou esta lá participando”, diz.

<b>Rotina alterada</b>
Dos três representantes do Maranhão no tiro esportivo desta edição dos Jogos Olímpicos, o maranhense Clauber Cardoso Muniz é o mais novo. Aos 35 anos, o analista de sistemas decidiu deixar um pouco o computador de lado para se dedicar ao tiro. Caluber conheceu o esporte após ter sido contratado pela Federação Maranhense de Tiro Esportivo para prestar um serviço durante uma competição.

Logo depois do convite, o analista de sistema viu a possibilidade de sair da rotina por meio do tiro. “É primeiramente uma quebra de rotina. É um hobby que, além do prazer de você poder praticar um esporte, você reencontra os seus amigos, tem um momento de distração. Para mim é uma coisa fantástica sair desta mesmice do dia a dia, dessa coisa parada”, comenta.

E aquela atividade usada para deixar o estresse de lado rendeu a Clauber, após anos de dedicação, a participação em uma Olimpíada. “Essa experiência vai ser um marco na vida de qualquer pessoa que vai participar desse evento. Eu não imaginava, em 2008, que eu poderia chegar a uma Olimpíada. O esporte me proporcionou outra visão de mundo, contato com atletas de outras nacionalidades”, explica.

<b>Mais sobre o tiro esportivo</b>
Para quem não sabe, o tiro esportivo foi a modalidade que conquistou as três primeiras medalhas para o Brasil nos Jogos Olímpicos. Em 1920, na Antuérpia, a delegação brasileira terminou o evento com 1 ouro, 1 prata e 1 bronze, todas as conquistas obtidas no tiro esportivo.

Guilherme Paraense foi ouro no tiro rápido individual, Afrânio Antônio da Costa ganhou prata na pistola livre individual e o time formado por Afrânio Antônio da Costa, Dario Barbosa, Fernando Soledade, Guilherme Paraense e Sebastião Wolf assegurou o bronze na pistola livre por equipe.

Paulo de Tarso Jr.
fonte: Mirante Esporte
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